segunda-feira, 20 de julho de 2009

incompleto3

É tempo de renovo. Tempo de reconciliação.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Acho que tenho guardado muito o que tem potencial para a escrita. não sei qual o objetivo dessa postagem, nem como vai terminar. só me tomei pela vontade de escrever, tendo em vista as frequentes leituras sobre redação jornalística em meios eletrônicos. mas sem a pretensão de um redator, um foca.
O assunto em voga é o falecimento de um ícone da música pop, de um astro que revolucionou coreografias, performance musicais e um estilo musical, afora a refiguração do personagem da estrela pop que conhece figuras políticas. Mudanças de grandes proporções na mídia, também. Como se vê, nova gripe, air france e eleições do irã não constam no alto de sites como o video.google.com e o twitter. Inclusive a morte de Farrah Fawcett, no mesmo dia, não teve muita repercussão.
Não menor que isso, deve-se lembrar também das polêmicas de bebê em janela, especulações inúmeras sobre o estado de saúde de jackson, acusações pedofilia, atropelamentos não indenizados, só pra constar os que me vieram a cabeça. Acredito que tomar nota de todos esses fatores é importante para a compreensão do peso desse falecimento. Ontem à tarde eu pouco me interessava pelo assunto, e não ponho em discussão a enxurrada informacional dos meios sobre o tema, mas levo em consideração a não muito grande frequência que tenho em ouvir as músicas de Michael Jackson. Depois de conversar com quem acompanhava melhor a carreira dele, tive um pouco de noção da importância mundial dessas contribuições de Michael Jackson ao mundo como um todo, mas também às vidas de muitos. Às suas personalidades e comportamentos.
Não sou fã, não gosto de esperneios, não gosto de nicks forçados in memoriam em msn, ou o que se encaixar nessa lustração sobre superfícies arranhadas. Mas acho que quem assim age tem suas razões. Nem mesmo gosto do endeusamento que se faz nesse tipo de situação, mas esse é meu ponto de vista.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pandemia (?)

Influenza A, Crise Financeira na descendente, Ronaldo, Adriano, Miss DF etc etc etc. Os sites de notícias têm oferecido um leque de assuntos e, em alguns casos, opiniões a respeito dos diversos casos. Mas a notícia que me fez vir ao computador de supetão para redigir isso foi divulgada no Jornal da Band que está em andamento nesse instante. Por mais contrário que eu seja à edição regional(DF) do jornalismo desse canal, me dispus a assistir à nacional. E o que me chamou a atenção foram as notícias sobre a Nova Gripe: primeira confirmação de morte no Canadá, causada pela nova doença; jovem que viajou em 23 de abril para uma competição de tênis em Cancún retorna ao Brasil e, no mesmo dia, vai a uma boate. Dias depois vai à casa de amigos assistir a um jogo de futebol. Por fim, ele está isolado num andar do hostpital da Ilha do Fundão com a confirmação de estar infectado pela Gripe A; garota de 7 anos que voltou da Flórida há alguns dias teve diagnóstico da mesma doença confirmado pela Secretaria de Saúde de Santa Catarina, mas já teve alta. O caso aguarda confirmação do Ministério da Saúde para contabilizar, hoje, o quinto caso brasileiro de contaminação pela Nova Gripe.
Afora tantos casos de repercussão e discussão sobre a saúde nesses casos, eu me ative a outra temática: a do preconceito que está na ascendente. O preconceito que se está gerando em casos como o seguinte: uma professora suspeita de estar infectada pelo vírus está sendo alvo de um abaixo assinado que requer seu afastamento do colégio, por razões óbvias, mas que não justificam tal ataque à ética. Inclusive um dos pais que deixaram a assinatura é médico. A discussão tem de ser levada para esse campo ético também. São máscaras e recusas de apertos de mão que, ao lado da saúde são tentativas de evitar novas contaminações, mas que, ao exemplo extremo dessa professora, têm reafirmado o distanciamento. Talvez essa desagregação seja em muito contribuição para a facilidade do alastramento do pânico geral, do pandemônio gerado em situações em que não se consegue agarrar a algo ou a alguém por não se tê-los por perto. E é só na vulnerabilidade que conseguimos olhar para cima, porque aí percebemos que o pedestal que construímos para nos suportar numa altura não nos sustentava realmente. Já bem distante do que quero dizer, retomo a necessidade de humanizar a situação e não ser regido pelo medo, pelo temor e pela recusa em favor de uma segurança sugerida.
Por fim, a individualidade que nos protege em muitos momentos nos trai quando confirmamos o que não queremos reconhecer: somos pequenos e vulneráveis. Pensamos nos grandes feitos da Humanidade, no poder de cura da Medicina, na evolução tecnológica ou no alcance da ciência, mas poucas vezes lembramos que todos esses são realizações de seres humanos, frágeis, errôneos em muitas áreas e não exatos nem muito menos íntegros, como o sentido usual da palavra sugere. Às vezes agimos em prol da saciedade da vontade própria que, por vezes, pode ser danosa a uma multidão, ou, em outros casos, inocentemente oferecemos riscos aos que nos rodeiam. Ou, maus que conseguimos ser, somos intencionalmente arbitrários e pensamos em prol apenas do bem próprio ou daqueles que, em determinadas situações, são considerados próximos, já que em outras situações podem nos oferecer riscos.

sábado, 2 de maio de 2009

incompleto2

Um filho, que tem em seus pais a segurança e fortaleza incontestes, por vezes hesita em falar de vivências, sentimentos, emoções por tratá-los muitas vezes com racionalidade. Por vê-los humanos, e não os pais, figura acima de toda classificação racional, que merecem e têm de ser vistos debaixo em muitos momentos. Esse filho se vê em muitos momentos só ao pensar nas possibilidades de ocorrência de coisas ruins, quando esquece que cada um tem a possibilidade de fazê-las boas ou ruins.
Do outro lado, a inocência e insipiência de quem tem três quartos de ano de vida e olha constantemente debaixo para seus pais que não veem a hora de tê-la nos braços enquanto o vento bate em seus rostos. Eles esperam paciente e exemplarmente por esse momento e não há data festiva, feriado, dia santo que se diferenciem nas corriqueiras visitas e revezamentos: quando um espera, o outro faz as coisas que se pedem ser feitas.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Banal 2

(Campainha)
-Boa tarde, eu represento o órgão ...
- Oi?
- Estou fazendo uma pesquisa de porta em porta. O responsável pela casa está?
- Responsável? Na ausência dele eu posso representá-lo, não?
- Como?
- Na ausência dele eu posso representá-lo!
- Bem, não há ninguém responsável no momento?
- Eu não sou responsável, é isso?
- Não, não, hehehe, alguém responsável pela casa. Tem ninguém aí não?
- Não.
- Então eu volto em outro horário, ok?
- Bem melhor assim.


(telefone berra)
- Olá, boa tarde, meu nome é Mariana e eu falo do IBOPE, de São Paulo, e estamos fazendo uma pesquisa sobre propaganda. Sobre a influência da propaganda no consumo nas casas brasileiras. Qual o seu nome?
- Meu nome é Alexandre.
- E qual sua idade, Alexandre?
- Eu tenho dezenove anos.
- Ah, entendo. Não há ninguém maior de 25 anos em sua casa?
- Não no momento.
- Ah tá, tudo bem, então muito obrigado, Alexandre. Tenha uma boa tarde.
(tu, tu, tu.)

Em menos de dez minutos. Responsabilidade então, é?!

sexta-feira, 27 de março de 2009

São Paulo Monumental

Esquina da Consolação com Antônio Carlos. Ambulância, sirene e bvuzuinas já arranjam o caos que invade a mesa de almoço. Pouco mais de quatro horas na megalópole não foram capazes de me estressar, ainda mnais quando dois quase desconhecidos trocam farpas à mesa, de modo jocoso.
À mesa nós cinco fazíamos piada com os costumes que não eram nossos e ríamos das porções intermináveis de feijão e os infindáveis, e sempre imediatos ao pedido, copos de suco de laranja da birosca da esquina. Não muito sabíamos do outro que acompanhava nós quatro. E mais tarde descobriríamos que isso era quase pré-requisito no chão das quarenta e sete mil ruas existentes na cidade. A individualidade rena de maneiras tanto indiferente quanto respeitosa. Pouco importava e quase não mea ssustava a variedade de esoécimes humanos das mais dirferentes nuances e eu não me importaa com os poucos segundos que eles dividiam comigo a existÊncia. Visão de um provinciano forçando a barra, eu sei. Nunca tive experiências em profusão com multidões de 30 mil pessoas num joquei, quiçá com 11 milhões em ruas que tão pouco conheci. Admirei a vida noturna e os shows da cidade, mas também desgostei de certa falta de afabilidade de alguns taxistas, cobradores de ônibus e quase todas outras funções que não envolvessem balcão e comissão. Mas, levando em consideração de onde eu venho, posso me basear na educação familiar que tive para tecer críticas.
Gente, gente. Muita gente.
Isso é bacana, enriquecedor e ao mesmo tempo amedrontador, pelas inúmeras possibilidades boas e ruins. Mas tentei esquecê-las e viver o que havia planejado e também o inesperado que me reservavam aquela miríade de esquinas. Descer a Augusta por pelo menos três vezes e ver aquele degradê musical e cultural era estonteante.
Tá, vou parar com essa pedância.
A São Paulo que conheci é Monumental. É turística. É dominical (quase-)tranquila em alguns costumes. E ela se abria bem mais que as pequenas, mas não desimportantes, Asas.
Gostei.

segunda-feira, 2 de março de 2009

ô, és, á, ér, í, ên, tí, iú, él,...

Dó, Ré e Mi era o som dos grosseiros pedaços de geleira tocando a sensível flor d'água misturada a uma bruteza de barro e outros sólidos. Mas a geleira recrudesceria. Os pesados pedaços iriam se recompor. A leveza poética do peso das imagens fazia meu par de olhos perambular pela tela como que quisessem expressar algo, falar em retribuição: obrigado. Porque o Encarceramento não impediu que JD conseguisse adentrar meus pensamentos e me fazer sentir por ele, sem esforço físico.
E JD era a grosseria de mais uma engrenagem do sistema, mas sensível quando posto no opróbio irreversível. De engrenagem a peça fundamental, essa seria a guinada de JD.
Fazer com que sua prole o reconhecesse dessa forma, mas o aceitasse como antes parece tarefa impossível para um humano desprovido de disposição avasaladora e sensibilidade às aparentes desgraças intermináveis. Mas o ser humano tem de sensibilizar-se às adversidades e não tornar-se imune a elas. Essa é a impressão que tive ao ver dois filmes que tratam de homens humanos se dispondo a ultrapassar o limite imposto pela falta de reação que é comum a muitos seres humanos.
Cegos, fizeram a si ver pelos outros 4 meios. Intáteis, fizeram os outros sentirem através da descrição das impressões que tinha pelos outros 4 meios.
E o escafandro já não pesa quando se tem um mar inteiro para se desbravar.