Esquina da Consolação com Antônio Carlos. Ambulância, sirene e bvuzuinas já arranjam o caos que invade a mesa de almoço. Pouco mais de quatro horas na megalópole não foram capazes de me estressar, ainda mnais quando dois quase desconhecidos trocam farpas à mesa, de modo jocoso.
À mesa nós cinco fazíamos piada com os costumes que não eram nossos e ríamos das porções intermináveis de feijão e os infindáveis, e sempre imediatos ao pedido, copos de suco de laranja da birosca da esquina. Não muito sabíamos do outro que acompanhava nós quatro. E mais tarde descobriríamos que isso era quase pré-requisito no chão das quarenta e sete mil ruas existentes na cidade. A individualidade rena de maneiras tanto indiferente quanto respeitosa. Pouco importava e quase não mea ssustava a variedade de esoécimes humanos das mais dirferentes nuances e eu não me importaa com os poucos segundos que eles dividiam comigo a existÊncia. Visão de um provinciano forçando a barra, eu sei. Nunca tive experiências em profusão com multidões de 30 mil pessoas num joquei, quiçá com 11 milhões em ruas que tão pouco conheci. Admirei a vida noturna e os shows da cidade, mas também desgostei de certa falta de afabilidade de alguns taxistas, cobradores de ônibus e quase todas outras funções que não envolvessem balcão e comissão. Mas, levando em consideração de onde eu venho, posso me basear na educação familiar que tive para tecer críticas.
Gente, gente. Muita gente.
Isso é bacana, enriquecedor e ao mesmo tempo amedrontador, pelas inúmeras possibilidades boas e ruins. Mas tentei esquecê-las e viver o que havia planejado e também o inesperado que me reservavam aquela miríade de esquinas. Descer a Augusta por pelo menos três vezes e ver aquele degradê musical e cultural era estonteante.
Tá, vou parar com essa pedância.
A São Paulo que conheci é Monumental. É turística. É dominical (quase-)tranquila em alguns costumes. E ela se abria bem mais que as pequenas, mas não desimportantes, Asas.
Gostei.
sexta-feira, 27 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
ô, és, á, ér, í, ên, tí, iú, él,...
Dó, Ré e Mi era o som dos grosseiros pedaços de geleira tocando a sensível flor d'água misturada a uma bruteza de barro e outros sólidos. Mas a geleira recrudesceria. Os pesados pedaços iriam se recompor. A leveza poética do peso das imagens fazia meu par de olhos perambular pela tela como que quisessem expressar algo, falar em retribuição: obrigado. Porque o Encarceramento não impediu que JD conseguisse adentrar meus pensamentos e me fazer sentir por ele, sem esforço físico.
E JD era a grosseria de mais uma engrenagem do sistema, mas sensível quando posto no opróbio irreversível. De engrenagem a peça fundamental, essa seria a guinada de JD.
Fazer com que sua prole o reconhecesse dessa forma, mas o aceitasse como antes parece tarefa impossível para um humano desprovido de disposição avasaladora e sensibilidade às aparentes desgraças intermináveis. Mas o ser humano tem de sensibilizar-se às adversidades e não tornar-se imune a elas. Essa é a impressão que tive ao ver dois filmes que tratam de homens humanos se dispondo a ultrapassar o limite imposto pela falta de reação que é comum a muitos seres humanos.
Cegos, fizeram a si ver pelos outros 4 meios. Intáteis, fizeram os outros sentirem através da descrição das impressões que tinha pelos outros 4 meios.
E o escafandro já não pesa quando se tem um mar inteiro para se desbravar.
E JD era a grosseria de mais uma engrenagem do sistema, mas sensível quando posto no opróbio irreversível. De engrenagem a peça fundamental, essa seria a guinada de JD.
Fazer com que sua prole o reconhecesse dessa forma, mas o aceitasse como antes parece tarefa impossível para um humano desprovido de disposição avasaladora e sensibilidade às aparentes desgraças intermináveis. Mas o ser humano tem de sensibilizar-se às adversidades e não tornar-se imune a elas. Essa é a impressão que tive ao ver dois filmes que tratam de homens humanos se dispondo a ultrapassar o limite imposto pela falta de reação que é comum a muitos seres humanos.
Cegos, fizeram a si ver pelos outros 4 meios. Intáteis, fizeram os outros sentirem através da descrição das impressões que tinha pelos outros 4 meios.
E o escafandro já não pesa quando se tem um mar inteiro para se desbravar.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Feito no mato.
"Xiado incômodo, mas ainda assim, nenhum ruido mecânico perfurante. Só os grilos e o piado matinal de algumas aves e... Xiado...: "E assim ela se foooi, nem de mim se despediu...Chalana..."; Xiado. Sintonizado o rádio e desagradados alguns ouvidos de um ou outro acordados pela barulheira do radinho o sol invadia o ambiente sem paredes em que dormia a trupe. E como que por milagre, depois de muito subir e descer o anel de sintonização passando por uma série interminável de cantos interioranos, explode numa rádio a melodia conhecida: "Quanto mais deseeejo um beeeeijo, um beeeeijo seu...". O dono do rádio já assobiando já importunara os sonolentos, estes espalhados pelos colchonetes no chão, mas a preguiça boa e a tranquilidade eram tamanhas que não havia incômodo suficiente para tirar-lhes a paciência. Afinal era disso que eles abasteceram seus porta-malas, anzóis, linhas e chapéus; Para se colocarem em um barco com o sol a pino e sem expectativa de volta era necessário muito dela! E também despir-se de preocupações, requintes e preciosismos de toda sorte, seja ela de vestimentas, luxos, preferências musicais e, em certos momentos, higiene urbanóide. Até certo ponto é bom por recolocar o bicho-homem na condição em que ele não gosta de se ver espontaneamente: na natureza como animal.
24/jan 6h47
(em andamento)
24/jan 6h47
(em andamento)
domingo, 15 de fevereiro de 2009
"A incerteza. A dúvida. É aquilo que a chuva não conseguiu lavar e meus olhos, ainda embaçados, tentam precisar. Mas Capitu não é fictícia. Vive no meu dia a dia. Vive me pondo à beira do parapeito. Melhor, ela é o além-parapeito que me dá vertigem. A vontade suicida e descomedida de me jogar para gozar do breve da imponderabilidade. A leveza."
E os passantes olham estupefatos o desvairado a se pôr mais uma vez à queda. Já nem o aconselham mais. Nem mesmo o advertem do que vem depois. Ele é livre para se jogar. É livre para se sentir leve. Os passantes não compreendem as razões dele, embora nem mesmo ele saiba se elas existem.
Eram ele e a distância. Só havia sintonia entre esses dois, pois Capitolina não estava na mesma frequência que ele. E nunca esteve. Por um momento ele cerrou os olhos e imaginou-se de mão dada à dela durante a queda. E viu que não havia mais harmonia. Quis desistir do salto, mas sabia que o chão o atraía de uma forma impactante que seus pés juntos nunca o proporcionariam. Ele queria a instabilidade, não a segurança na constância.
Já se vendo posto à entrega, cabeça a prumo, corpo inclinado e pés envergados, olhos brilhantes e mente imaginativa... Caiu.
Visão embaçada, razão extinta, olhos abertos e mãos nuas encontraram solitariamente o concreto quente e rígido.
E os passantes olham estupefatos o desvairado a se pôr mais uma vez à queda. Já nem o aconselham mais. Nem mesmo o advertem do que vem depois. Ele é livre para se jogar. É livre para se sentir leve. Os passantes não compreendem as razões dele, embora nem mesmo ele saiba se elas existem.
Eram ele e a distância. Só havia sintonia entre esses dois, pois Capitolina não estava na mesma frequência que ele. E nunca esteve. Por um momento ele cerrou os olhos e imaginou-se de mão dada à dela durante a queda. E viu que não havia mais harmonia. Quis desistir do salto, mas sabia que o chão o atraía de uma forma impactante que seus pés juntos nunca o proporcionariam. Ele queria a instabilidade, não a segurança na constância.
Já se vendo posto à entrega, cabeça a prumo, corpo inclinado e pés envergados, olhos brilhantes e mente imaginativa... Caiu.
Visão embaçada, razão extinta, olhos abertos e mãos nuas encontraram solitariamente o concreto quente e rígido.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Feito no beco.
estudar pra trabalhar, trabalhar pra acumular, acumular pra sobejar, sobejar pra ostentar, ostentar pra vangloriar-se, vangloriar-se e procriar, procriar e perpetuar, perpetuar e legar, depois a alguém herdar e dessa vida passar.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O Capitão de Köpenik (e algo mais)
O filme de Helmut Käutner começou muito truncado pela simultaneidade de histórias se desenrolando e ainda havia minha complicação auditiva para aceitar o Alemão cobrindo as legendas. Lucas (o Urso, para os da FAC) concordou comigo nisso. O protagonista Wilhelm é uma figura caricata e, na prisão, lembra um monomaníaco. Fora dela um obstinado. As risadas começam a aparecer depois da compra do uniforme, objeto que marca a transição cômica no filme. Pois bem. Muitos simbolismos e frases de efeito que se justificam ao longo do filme e uma conseguiu fixar em minha mente, embora não integralmente: "você é como as pessoas te veem". Algo assim. E ela se aplica a Wilhelm e serve de pano de fundo pras ações dele.
E é a partir dessa frase que penso em algo que me incomoda. A mania que temos de julgar a parte pelo todo. Considerarmos um ato pontual, isolado às vezes, por um comportamento constante. Como conversei há pouco com o amigo Caio César e me usando das palavras de Eduardo Galeano, "não sei ser otimista full-time". E Acredito que isso se aplica a muitas outras áreas e virtudes do ser humano, seja se comportando dentro de um grupo, uma sociedade, ou na intimidade. Somos uma miscelânea de imagens que não devem ser consideradas estáticas, engessadas. Tenho princípios e sentimentos e hei de segui-los enquanto me houver razão. E por paradoxos assim que somos compostos, muitas vezes não simples e facilmetne explicáveis em alguns caracteres de um blog.
Estou sendo prolixo, sei. Acredito que podemos e devemos ser adequados às situações a que somos expostos e nos expomos...
Continuo melhor outra hora.
Por hoje, um abraço.
E é a partir dessa frase que penso em algo que me incomoda. A mania que temos de julgar a parte pelo todo. Considerarmos um ato pontual, isolado às vezes, por um comportamento constante. Como conversei há pouco com o amigo Caio César e me usando das palavras de Eduardo Galeano, "não sei ser otimista full-time". E Acredito que isso se aplica a muitas outras áreas e virtudes do ser humano, seja se comportando dentro de um grupo, uma sociedade, ou na intimidade. Somos uma miscelânea de imagens que não devem ser consideradas estáticas, engessadas. Tenho princípios e sentimentos e hei de segui-los enquanto me houver razão. E por paradoxos assim que somos compostos, muitas vezes não simples e facilmetne explicáveis em alguns caracteres de um blog.
Estou sendo prolixo, sei. Acredito que podemos e devemos ser adequados às situações a que somos expostos e nos expomos...
Continuo melhor outra hora.
Por hoje, um abraço.
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