não sei por onde começar. não exercito isso há tempos e talvez isso tenha influenciado o pandemônio que se fez em minha cabeça. minha linha de raciocínio se desfaz facilmente e meus dedos hesitam a cada palavra digitada. talvez a tecla que irá se apagar mais rapidamente será a delete.
não posso me deixar levar ao mesmo tempo que não acho que é saudável essa poda excessiva a que me submeto. possivelmente eu ainda não superei minha auto-crítica ou ainda não descobri como ter controle sobre essa característica dual.
não sei fazer mal a alguém e por isso os males que provoco inconscientemente (ou inconsequentemente) têm uma proporção agigantada.
não quis fazer mal. não quero ser mau. apenas quero evitar.
bob dylan vai me entender a essa hora. o que não quero é ouvir beatles bradando e antecipando uma mensagem bonita sobre amor.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
do costume de não terminar os textos…
"Brasília, 12 de outubro de 2010
Estamos sempre em situações de onde se pode retirar aprendizado. Essa é uma constante na condição humana. Se queremos aprender ou não, é outro assunto. O que me tirou da cama e me fez ligar o computador para escrever e tentar ser fiel às idéias foi a ânsia por linearizar o que aprendi. Assunto extenso, texto breve: relacionamentos. Esse ano foi para muitos dos meus amigos, principalmente os músicos, um ano de bruxa à solta. Não acho que meu ano tenha sido composto por desgraças, mas com certeza o encantamento de antes já não é o mesmo. Idealizar e Romantizar não são premissas mais, apesar de constantemente serem quase que instintivos. Não me tornei um descrente ou desiludido, de jeito maneira. Apenas aprendi com minhas experiências. Não conclui precocemente baseado só em conjecturas. Aprendi a não depender de outrem para me sentir feliz. Assim como sempre soube que não deveria condicionar minha felicidade a situações ou circunstâncias, sempre soube que depender não é algo agradável quando se trata de relacionamentos entre pessoas (“relacionamentos interpessoais” soa muito corporativo, papo de “gestores de pessoal”). A lição já sabemos de cor, só nos resta aprender, diria meu pai. Eu sabia que não devia depender, eu sabia que não devia condicionar, mas eu me conduzia àquilo a que já estava acostumado: só ficaria feliz se o telefone tocasse, só conseguiria me fazer feliz se do outro lado da linha ela estivesse feliz antes. É voluntário, estar com alguém é voluntário. Nunca se deve estar com uma pessoa para simplesmente agradá-la e satisfazer suas súplicas. O sentimento de compaixão não deve ser o motivo para a união…"
"Brasília, 12 de outubro de 2010
Estamos sempre em situações de onde se pode retirar aprendizado. Essa é uma constante na condição humana. Se queremos aprender ou não, é outro assunto. O que me tirou da cama e me fez ligar o computador para escrever e tentar ser fiel às idéias foi a ânsia por linearizar o que aprendi. Assunto extenso, texto breve: relacionamentos. Esse ano foi para muitos dos meus amigos, principalmente os músicos, um ano de bruxa à solta. Não acho que meu ano tenha sido composto por desgraças, mas com certeza o encantamento de antes já não é o mesmo. Idealizar e Romantizar não são premissas mais, apesar de constantemente serem quase que instintivos. Não me tornei um descrente ou desiludido, de jeito maneira. Apenas aprendi com minhas experiências. Não conclui precocemente baseado só em conjecturas. Aprendi a não depender de outrem para me sentir feliz. Assim como sempre soube que não deveria condicionar minha felicidade a situações ou circunstâncias, sempre soube que depender não é algo agradável quando se trata de relacionamentos entre pessoas (“relacionamentos interpessoais” soa muito corporativo, papo de “gestores de pessoal”). A lição já sabemos de cor, só nos resta aprender, diria meu pai. Eu sabia que não devia depender, eu sabia que não devia condicionar, mas eu me conduzia àquilo a que já estava acostumado: só ficaria feliz se o telefone tocasse, só conseguiria me fazer feliz se do outro lado da linha ela estivesse feliz antes. É voluntário, estar com alguém é voluntário. Nunca se deve estar com uma pessoa para simplesmente agradá-la e satisfazer suas súplicas. O sentimento de compaixão não deve ser o motivo para a união…"
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sobre acidentes superestimados

um punhado de memórias acaba de despencar de sobre minha cabeça. como um trovão que se anuncia pelo raio de luz a moldura branca da parede branca bradou com atraso, ao se chocar com o chão. depois de um leve toque de minha mão. e como não ria há muito, gargalhei como fosse um personagem de Milan Kundera diante do patético dos pequenos gestos. isso não representa um acidente somente porque eu vi a poeira bailar por todo o espaço vazio do meu quarto. eu vi as memórias dançando sem chão, sem apoio pelo ar que circulava constante vindo de um aparelho no chão. e lá estão virados quatro cantos de um quadro sem face.
sábado, 14 de agosto de 2010
de lembranças ofuscadas às memórias que, pela minha tola mania, pedem para serem rimadas com a ausência de dedicatória, escrevo a você. dediquei.
.dedico.
ainda te escreverei com o mesmo tom e a mesma leveza dos meses que te fazem falta. do romantismo prometido às sessões de cinema escassas. dos passeios repetidos que, contigo, têm a mesma graça. das cartas reabertas sobre a mesa, escancaradas. tal qual meus tropeços.
.abdico.
dos meus tropeços.
.objeto.
os anos que fantasio à espera.
.abjeto.
sinônimo daquele adjetivo que tanto repito (e você sabe).
ânimo. você renova o meu.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
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